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27 OUT · Nº 083

Bom dia, cafeinado.

Um ensaio clínico mostrou que duas refeições de 300 calorias, com nutrientes praticamente iguais, geraram respostas diferentes de insulina quando uma delas era ultraprocessada. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🍪Ultraprocessados e insulina01↓
🏃Treinos de esteira da elite02↓
🩺Varicocele em foco03↓
🗽50ª maratona de Obelkevich04↓
🧠Truques para não desistir05↓
 

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01  A manchete↑ índice

Estudo mostra que ultraprocessado eleva a insulina mesmo com nutrientes iguais

Um ensaio clínico randomizado publicado na Nature Metabolism trouxe evidência de que o grau de processamento importa por si só. A tese de que o problema dos ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos recheados e macarrão instantâneo, estaria apenas no excesso de gordura, açúcar e sódio ganhou um contraponto. O trabalho é de pesquisadores da Virginia Tech, nos Estados Unidos.

O desenho buscou isolar o efeito do processamento. Os participantes comeram, em dias diferentes, duas refeições de cerca de 300 calorias: uma com ultraprocessados e outra sem nenhum alimento dessa categoria. Os pratos foram montados com quantidades praticamente idênticas de carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, sódio e água, além de índices glicêmicos semelhantes.

A etapa metabólica reuniu 32 participantes, acompanhados por três horas após cada refeição. Os pesquisadores mediram três parâmetros nesse período. A glicose no sangue ficou em níveis semelhantes nos dois casos, mas a refeição ultraprocessada provocou uma liberação significativamente maior de insulina, o hormônio que ajuda a glicose a entrar nas células. Os voluntários eram adultos jovens e saudáveis.

Na etapa cerebral, 52 voluntários fizeram ressonância magnética funcional enquanto olhavam imagens de alimentos ultraprocessados e não ultraprocessados. Também indicaram quanto pagariam por cada produto, o que permitiu avaliar como o cérebro atribuía valor à comida. Segundo a reportagem, as diferenças metabólicas foram associadas à forma como o cérebro reage aos alimentos.

Dois pratos com nutrientes quase idênticos não geraram a mesma resposta de insulina, então a tabela nutricional não conta a história toda.

Fonte: VEJA Saúde

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Pesquisadores da Virginia Tech ganham evidência de ensaio randomizado de que o processamento pesa além dos nutrientes.

▼ Perde

Quem defende que só gordura, açúcar e sódio explicam o problema dos ultraprocessados perde o argumento central.

 
 
02  Corrida↑ índice

Oito corredores de elite compartilham os treinos de esteira que usam para ganhar ritmo

A esteira ganha espaço quando o tempo muda, e o treino de velocidade na máquina testa o foco antes de testar a forma. Sem paisagem nova nem parceiros, até os profissionais sentem o peso da sessão.

Quando clima ou logística empurram um treino-chave para a esteira, eles se adaptam. A Runner's World reuniu oito corredores de elite e suas sessões favoritas.

Joe Klecker, olímpico dos 10.000 metros em 2020, abre a lista. Ele estreou na maratona em Nova York 2025 e fez seu recorde pessoal em Boston 2026, com 2:05:56 e o 13º lugar. O treino veio da mãe, Janis, também olímpica na maratona, em Barcelona 1992: 2 milhas de aquecimento, de 4 a 6 milhas em ritmo de maratona ou meia maratona, alternando inclinação de 0% e 4% a cada 0,25 milha, e 2 milhas de desaquecimento.

Klecker usa o treino como termômetro: se completa seis milhas, acelera na vez seguinte; se para nas cinco, mantém o ritmo até aguentar as seis. Dá para comparar dezembro com fevereiro.

Amanda Vestri, 15ª entre as profissionais em Boston 2026 com 2:24:49, traz a fartlek descendente, treino criado pelo ex-treinador Pete Rea, da extinta ZAP Endurance Group.

Se a esteira vai ser sua rotina de inverno, a alternância de inclinação de Klecker oferece um treino com meta clara e comparável.

Fonte: Runner's World

A dose exata

300 calorias Foi o tamanho de cada uma das duas refeições do estudo da Virginia Tech, com nutrientes praticamente idênticos. Mesmo assim, a ultraprocessada provocou liberação significativamente maior de insulina.

 

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Espresso

Anvisa A Anvisa determinou o recolhimento de um suplemento da marca Equaliv, que contém ingrediente sem avaliação de segurança e faz promessas terapêuticas não autorizadas. →

Atletismo Frank Gagliano, lendário treinador de olímpicos e de corredores de milha abaixo de 4 minutos, morreu aos 89 anos, após uma carreira de mais de 60 anos. →

Musculação Matéria da Medical Xpress lembra que quem quer emagrecer não deve pular a musculação. →

 
 
03  Saúde masculina↑ índice

Varicocele atinge cerca de 15% dos homens e vale conhecer os sinais

A varicocele é uma dilatação anormal das veias dentro do saco escrotal, a bolsa de pele que envolve os testículos, parecida com as varizes das pernas. Ocorre em cerca de 15% dos homens e não costuma causar sintomas. O alerta vem da fertilidade: a varicocele é a causa mais comum de infertilidade masculina e aparece em até 40% dos homens inférteis, segundo estudos.

Nos casos com sintomas, há dor na região, redução do tamanho dos testículos e veias dilatadas perceptíveis ao toque e à vista. O quadro costuma ocorrer no lado esquerdo e, muitas vezes, passa despercebido a vida toda, sem afetar a fertilidade. Na adolescência, é comum a queixa de aumento de um dos testículos.

Por trás do problema está uma rede de pequenas veias ao redor dos testículos, o plexo pampiniforme, que drena o sangue e ajuda a regular a temperatura. A produção de espermatozoides depende de uma temperatura ligeiramente inferior à do restante do corpo. Quando as válvulas falham, ou a anatomia da circulação favorece, o sangue se acumula e as veias dilatam e ficam tortuosas. Esse acúmulo pode elevar a pressão dentro dos vasos, com possíveis impactos sobre a função dos testículos.

Quem nota dor, testículo menor ou veias visíveis tem um motivo concreto para investigar, e o assunto pesa mais na fertilidade.

Fonte: VEJA Saúde

Ouvido no balcão

Consequentemente, o sangue circula com menor velocidade, dilatando as veias e causando aumento da temperatura testicular

Carlo Passerotti, urologista e chefe do Centro Especializado em Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, VEJA Saúde

 
 
04  Maratona↑ índice

Aos 83 anos, Dave Obelkevich corre no domingo sua 50ª maratona de Nova York

Dave Obelkevich, 83 anos, corre no domingo sua 50ª maratona de Nova York. Conheceu a prova em 1973, quando ela tinha menos de 400 inscritos e acontecia inteira no Central Park. Corredor recreativo, viu o pelotão passar perto da rua 100, perguntou o que era e entrou na última volta, que fez em 43 minutos.

Inscreveu-se logo para 1974, treinando só uma corrida de seis milhas por semana, e terminou em 4:20:27, experiência que descreve como dura. Em 1975 largou forte, teve tonturas e, a cinco milhas do fim, aceitou carona de Fred Lebow, diretor e cofundador da prova, e não completou.

Em 1976 o percurso passou a cruzar os cinco distritos. Obelkevich, que cresceu num subúrbio de Binghamton e vive no Upper West Side desde que foi estudar na Columbia, em 1961, nunca tinha ido a Staten Island. Ele descreve a descoberta como um abrir de olhos. Naquele ano já corria mais de seis milhas por semana.

No Millrose Athletic Association, ganhou hábitos sólidos de treino e uma nova turma. Entre corredores com metas parecidas, ficava mais extrovertido, e diz que falar com um estranho é só questão de começar.

A trajetória lembra que consistência e uma turma de treino sustentam décadas de corrida.

Fonte: Runner's World

 
 
05  Mente↑ índice

Duas táticas mentais ajudam a terminar a prova mesmo com vontade de desistir

Pensar em abandonar a prova é comum: calor, subida forte ou a metade do percurso costumam disparar a vontade de parar. A sensação parece solitária, mas acontece com atletas ao redor.

Nem a elite escapa. Conner Mantz, recordista americano, diz que cogita desistir em toda corrida. O treinador e autor Steve Magness afirmou em uma thread que o sentimento é muito comum entre profissionais, e Morgan Beadlescomb confirmou que tem esses pensamentos o tempo todo e os supera.

O autor do texto ilustra com a meia maratona de New Bedford, em 2022: largada às 11h, num dos primeiros dias quentes da primavera, e uma primeira milha de 5:06, seguida de subidas duras. Na terceira milha, sob o sol, já duvidava de si.

Em vez de parar, ele negociou consigo: sairia perto da largada, na milha 4. Ali, mais relaxado, combinou parar na milha 7, depois na 10. Na milha 10, lembrou que já tinha batido recorde pessoal nessa distância e que faria tempo decente até trotando, então trocou parar por reduzir o esforço. Na milha 12, prometeu parar só após o topo do morro.

Dividir a prova em pequenas negociações pode manter você na corrida quando a vontade de parar aparece.

Fonte: Runner's World

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Confira se há suplemento da marca Equaliv em casa, já que a Anvisa determinou o recolhimento do produto.

Hoje · Se você treina na esteira, teste a alternância de inclinação entre 0% e 4% a cada 0,25 milha.

Domingo · Dave Obelkevich, 83 anos, corre sua 50ª maratona de Nova York.

Pra viagem

Escreva no celular, antes da próxima prova longa, três marcos do percurso em que você se permite parar e reavalie o esforço ao chegar em cada um.

Do prato à linha de largada, o dia mostrou que o corpo responde a detalhes que passam batidos. Qual deles você vai olhar de perto esta semana?

 
 
 
FitShot Quiz

No estudo da Virginia Tech, qual resposta do organismo foi significativamente maior após a refeição ultraprocessada, mesmo com glicose semelhante?

AA glicose no sangue
BA liberação de insulina
CO nível de colesterol
DA pressão arterial

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆◆2728293031

Dia 3 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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dias feitos
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