Treinar ou dormir mais quando o tempo aperta
Quando a rotina espreme a agenda, a dúvida clássica reaparece: cortar o sono pra caber o treino, ou cortar o treino pra dormir mais. A ciência do sono e do exercício vem tratando essa escolha como falsa dicotomia, porque as duas coisas dependem uma da outra pra render. O treino sem sono suficiente perde eficiência: recuperação muscular, hormônios ligados à performance e disposição pro próximo estímulo dependem de horas de sono adequadas. Ou seja, empurrar o corpo com pouca base de descanso reduz o retorno de cada sessão de treino. Por outro lado, abrir mão do movimento pra dormir mais também tem custo, já que atividade física regular é um dos fatores que melhora a própria qualidade do sono. Cortar um pra sustentar o outro tende a criar um ciclo que se autossabota. A saída prática apontada é ajustar intensidade e duração do treino ao tempo real disponível, sem sacrificar o sono como moeda de troca. Um treino mais curto, mas com sono preservado, rende mais no médio prazo do que um treino completo às custas de noites maldormidas.
Quem vive na correria e vive cortando sono pra treinar pode estar drenando o próprio resultado que busca.
Fonte: Revista Ana Maria
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