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18 OUT · Nº 074

Bom dia, cafeinado.

Hoje o café traz uma conta simples para medir o seu sono e os sinais de que o treino está funcionando. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

😴A conta que mede a qualidade do sono01↓
🏃Sinais de que o seu ritmo melhora02↓
🧬Salk mapeia o exercício no nível molecular03↓
🪜Os 70 anos e a escada de casa04↓
🏋️Musculação e células de gordura05↓
 

Quem banca a edição de hoje

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01  A manchete↑ índice

Eficiência do sono: a conta simples que mede o descanso

Dormir cedo não garante dormir bem. Segundo Zachary Strumpf, médico de pulmão, terapia intensiva e medicina do sono do University Hospitals, a eficiência do sono é o tempo que você passa dormindo em relação ao tempo que passa na cama com a intenção de dormir. Ela mostra o quanto você é eficaz em pegar no sono e continuar dormindo, o que é diferente de ter uma noite melhor.

O cálculo é direto: divida o total de minutos dormidos pelo total de minutos na cama tentando dormir. O resultado vem em percentual. Para Nishay Chitkara, diretor de medicina do sono do NYC Health + Hospitals/Bellevue, uma eficiência de 85 a 90% ou mais indica pouca dificuldade para adormecer e permanecer dormindo. Abaixo de 80%, a eficiência provavelmente é ruim.

A idade pesa. A eficiência fica relativamente estável da infância à adolescência e depois começa a cair na vida adulta. Na meia-idade (40 a 64 anos), a pontuação tende a cair de 89 para 79%, e uma eficiência abaixo de 80% pode aumentar o risco de mortalidade. Um estudo encontrou queda de 18,6% entre os 40 e os 100 anos.

Entre homens de 65 a 96 anos, uma eficiência de 80% ou menos foi mais provável em quem era solteiro ou tinha doença dolorosa. Dor, uso de remédio para dormir e pesadelos foram os principais culpados. Strumpf explica que certos medicamentos podem aumentar ou diminuir a eficiência, ou alterar a proporção de sono REM, conforme a pessoa.

Dá para medir o sono com uma divisão e saber se a noite foi eficiente ou só longa.

Fonte: Men's Health

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Quem pega no sono logo ao deitar: segundo Strumpf, a eficiência provavelmente é boa.

▼ Perde

Quem passa horas acordado na cama e chega à meia-idade com a pontuação em queda.

 
 
02  corrida↑ índice

Três sinais de que o seu ritmo está melhorando, e quando acelerar

O progresso costuma aparecer nas margens do diário de treino: você termina um treino de qualidade sentindo-se forte em vez de esgotado, o último tiro sai com controle e o rodado leve realmente parece leve. Sinais assim podem tentar o corredor a acelerar todos os treinos, mas antes de mudar as metas é preciso um padrão claro de evolução.

Laura Norris, coach de corrida certificada pela RRCA e cientista do exercício, já disse à Runner's World que o corpo se adapta a um treino duro em sete a 14 dias, mas os ganhos perceptíveis de ritmo e desempenho costumam levar de oito a 12 semanas.

O primeiro sinal é quando um treino familiar deixa de parecer uma luta: a respiração não sai do controle, as metas saem sem esforço extra a cada parcial e a técnica se mantém. Jon Mott, coach da Runnersfix, quer que o corredor faça duas ou três sessões de velocidade, semana após semana, e se recupere bem delas antes de mudar as metas de ritmo. O sinal inverso também vale: se o ritmo de tempo run de repente parece esforço de prova, não force, pois pode indicar excesso de treino ou recuperação insuficiente, segundo Sam Renikoff, também coach certificado.

A forma física aparece ainda nos dias seguintes. Quando o treino encaixa, há menos dor residual, energia mais estável nos rodados leves e mais confiança para o próximo treino. Norris observa que o corredor deve voltar a se sentir normal cerca de três dias depois de uma sessão dura, e Mott usa o rodado leve após o treino de velocidade como termômetro: se o corredor se arrasta, ele segura o aumento de ritmo.

Acelere só depois de semanas de treinos fortes bem recuperados, não por uma sessão boa.

Fonte: Runner's World

A dose exata

Os ganhos perceptíveis de ritmo costumam levar de oito a 12 semanas, segundo a coach Laura Norris, mesmo que o corpo se adapte a um treino duro em sete a 14 dias.

 

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Espresso

Infância Crianças e adolescentes se exercitam menos e já apresentam pressão alta e excesso de peso, segundo reportagem do G1. →

Cardio Cardio depois da musculação não vai aumentar seus ganhos, aponta matéria da Folha de S.Paulo. →

Autoimagem A maioria da população brasileira se acha saudável, mas um estudo discorda, informa a CNN Brasil. →

 
 
03  ciência↑ índice

Salk mapeia como o exercício muda o corpo em nível molecular

Para entender o que dá errado no corpo, os cientistas precisam saber primeiro como é o certo. Pesquisadores do Salk Institute estão montando, peça por peça, uma referência científica do que torna um corpo saudável.

O trabalho mais recente mapeia como o exercício remodela o corpo no nível molecular, examinando as respostas entre órgãos, tipos de célula, sexos e fases do ritmo circadiano. A análise foi feita em camundongos.

O resumo disponível não traz os resultados detalhados do mapa, então o que se sabe por ora é o desenho do estudo: ele cruza órgãos, tipos de célula, sexos e fases do ritmo circadiano, o que o torna uma referência ampla para estudos futuros.

A ciência começa a explicar por que o exercício faz bem, órgão por órgão, ainda em modelo animal.

Fonte: Medical Xpress

 
 
04  longevidade↑ índice

Catedrático de Educação Física descreve o que muda a partir dos 70 anos

Felipe Isidro, catedrático de Educação Física, foi entrevistado pelo Minha Vida Saúde sobre o que acontece com o corpo a partir dos 70 anos.

Em um dos trechos de destaque, ele diz que há pessoas que caminham sem problemas, mas depois não conseguem subir as escadas de casa. A frase aponta que andar bem não garante, sozinho, a autonomia para tarefas cotidianas que exigem mais força nas pernas.

Caminhar não basta como sinal de autonomia: subir escada é outro teste.

Fonte: Minha Vida Saúde

Ouvido no balcão

A partir dos 70 anos, há pessoas que caminham sem problemas, mas depois não conseguem subir as escadas de casa

Felipe Isidro, catedrático de Educação Física, Minha Vida Saúde

 
 
05  musculação↑ índice

Musculação faz células de gordura encolherem antes da perda de peso

Segundo reportagem do Batatais 24h, a musculação faz as células de gordura encolherem antes mesmo de haver perda de peso.

Pelo título, a mudança acontece no tecido adiposo antes de aparecer na balança. Quem treina força pode estar reduzindo gordura por dentro sem ver o número cair de imediato, o que ajuda a não abandonar o treino por falta de resultado visível.

A balança pode demorar a refletir o que a musculação já faz nas células de gordura.

Fonte: Batatais 24h

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Anote a hora em que deitar e a hora em que adormecer, para calcular a eficiência do sono amanhã cedo.

Amanhã · Depois de um treino forte, observe se o rodado leve seguinte parece leve: é o termômetro de recuperação usado por coaches.

Pra viagem

Calcule hoje a sua eficiência de sono: divida os minutos dormidos pelos minutos na cama e compare o resultado com a faixa de 85 a 90%.

O corpo costuma avisar antes de a balança, o relógio ou o espelho confirmarem. Quem aprende a ler o sinal cedo ajusta o treino e o sono sem esperar o número final.

 
 
 
FitShot Quiz

Como se calcula a eficiência do sono?

AHoras dormidas menos horas na cama
BMinutos dormidos divididos pelos minutos na cama tentando dormir
CMinutos de sono REM divididos pelo total de sono
DHoras na cama divididas por oito

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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