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15 OUT · Nº 071

Bom dia, cafeinado.

Um tênis de 500 dólares calçou sete dos oito últimos campeões das majors, e Kipchoge fez o tempo mais rápido da história de Melbourne. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

👟Pro Evo 3 calça sete dos oito campeões01↓
🏁Kipchoge faz recorde em Melbourne02↓
💧O que repor além da água03↓
🥗O prato do coração na pesquisa da Socesp04↓
🏃O rodão médio e a resistência05↓
 

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01  A manchete↑ índice

Adidas Pro Evo 3 calça sete dos oito últimos campeões das majors

Desde que a Adidas apresentou o Adizero Adios Pro Evo 3, três dias antes da Maratona de Londres, em abril, o modelo esteve nos pés de sete dos oito últimos vencedores das World Marathon Majors. O tênis custa 500 dólares e pesa menos de 100 gramas, o equivalente a um tablete de manteiga. A Adidas afirma que ele entrega 11% mais retorno de energia no antepé que o Pro Evo 2.

Em Londres, Sabastian Sawe usou o modelo ao fazer o recorde mundial de 1:59:30, e Tigst Assefa o calçou ao marcar 2:15:41, recorde mundial em prova só feminina, no mesmo dia. Em Berlim, em setembro, prova patrocinada pela Adidas, os pódios masculino e feminino inteiros saíram com o Pro Evo 3. Desde a estreia, ele aparece em 15 das 24 vagas de pódio das majors.

O Pro Evo 3 pertence à categoria que entusiastas de tênis chamam de hipertênis: modelos ultraleves, feitos para atletas de elite. A espuma leve e saltitante pode parecer instável para o corredor comum, porque o projeto prioriza velocidade sobre conforto e durabilidade. Nike, com o Apex, e Asics, com o Metaspeed Ray, também entraram na categoria.

Quem quer um par precisa de paciência: o modelo raramente está à venda, e a Adidas repõe o estoque em 29 de outubro. Um super tênis mais acessível da marca é o Adios Pro 5.

O tênis dos campeões foi feito para a elite e quase nunca chega às lojas: a próxima chance de compra é em 29 de outubro.

Fonte: Runner's World

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Adidas, com 15 das 24 vagas de pódio das majors desde a estreia do Pro Evo 3

▼ Perde

Nike e Asics, que disputam a categoria com Apex e Metaspeed Ray e veem a Adidas na frente

 
 
02  Maratona↑ índice

Kipchoge vence em Melbourne com o recorde da prova

Eliud Kipchoge, bicampeão olímpico, venceu a Nike Melbourne Marathon de 2026 em 2:09:10, o tempo mais rápido da história da prova. O festival de dois dias reuniu mais de 60 mil participantes.

Entre as mulheres, a neozelandesa Camille French cruzou a linha em 2:28:25, apenas 11 meses depois de dar à luz a segunda filha.

Mais atrás no percurso, a experiência foi outra. Quando a meia maratona largou, às 9h45, três horas e meia depois da maratona, a falta de água já atrapalhava, e alguns postos racionavam suprimento depois que os tanques secaram, segundo o News.com.au. Um participante afirmou que não havia água em um trecho de 17 km, entre o quilômetro 8 e o 25.

O influenciador Brady Nan relatou, em vídeo, pacers não oficiais comprando bebida para outros corredores. No Melbourne Cricket Ground, as queixas passaram a banheiros insuficientes e à demora de cerca de 10 minutos para deixar o estádio.

Um corredor listou o que quer na próxima edição: água e comida na chegada e postos de hidratação a cada 2,5 km.

Antes de se inscrever em prova grande, confira onde ficam os postos de água e leve um plano B de hidratação.

Fonte: Runner's World

A dose exata

Kipchoge venceu a Nike Melbourne Marathon em 2:09:10, o tempo mais rápido da história da prova.

 

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Fones Testado por um mês na preparação para uma meia maratona, o Shokz OpenRun Air 2 é confortável e firme, mas o volume ficou baixo em ambientes barulhentos, e o modo de reforço do app ajudou. →

Cardio pós-peso Fechar o treino de força com cerca de 15 minutos de cardio provavelmente não turbina os ganhos tanto quanto as redes sociais prometem. →

Após os 40 Aos 53 anos, o treinador Bryan Krahn diz que a mudança para chegar bem aos 50 deve começar aos 40, com menos testes de uma repetição máxima e mais dedicação à recuperação. →

 
 
03  Recuperação↑ índice

O que repor além da água depois de um treino intenso

Depois de uma corrida ou de uma aula intensa, beber água é uma das primeiras atitudes, e ela é essencial. Só que o suor carrega também eletrólitos, minerais que participam do equilíbrio de líquidos, da contração muscular e da transmissão de impulsos nervosos. Sódio, potássio, magnésio e cálcio estão entre os principais.

Ao suar para regular a temperatura, o corpo elimina principalmente água e sódio, além de outros minerais em menores quantidades. A perda varia de pessoa para pessoa e depende da intensidade e da duração da atividade, da temperatura e da umidade do ambiente e da taxa individual de transpiração.

Nem todo treino pede estratégia específica. Em atividades mais curtas ou de intensidade leve a moderada, uma boa hidratação e uma alimentação equilibrada ao longo do dia costumam contribuir para recuperar os líquidos e nutrientes perdidos.

A atenção aumenta em exercícios mais longos ou intensos, em dias muito quentes ou com transpiração abundante. Nesses casos, o professor Antonio Herbert Lancha Junior, doutor em nutrição, cita a água de coco em caixinha como opção prática, por fornecer líquido e eletrólitos naturais do fruto, com destaque para o potássio, e ser isenta de gordura.

Treino curto pede água e comida normal; treino longo, quente ou de muito suor merece um olhar também para sódio e potássio.

Fonte: Sport Life

Ouvido no balcão

Quando suamos, perdemos água e também minerais importantes para o funcionamento do organismo.

Antonio Herbert Lancha Junior, professor e doutor em nutrição, Sport Life

 
 
04  Coração↑ índice

Pesquisa da Socesp mede quanto do prato é in natura

Uma pesquisa inédita da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), feita no interior, no litoral e na capital, mediu o que predomina no prato. Entre os homens, 39% disseram comer principalmente alimentos in natura, 34% relataram equilíbrio e 27% apontaram predominância de industrializados.

Entre as mulheres, 46% citaram alimentos in natura, 38% equilíbrio e 16% industrializados. Frutas, verduras, legumes, feijões e cereais próximos da forma original tendem a oferecer fibras, vitaminas e minerais, enquanto os ultraprocessados levam com frequência açúcar, sódio, gorduras e aditivos.

Refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, macarrão instantâneo e embutidos são exemplos. A pista no supermercado está na lista de ingredientes: quanto mais extensa, com nomes pouco familiares e aditivos que dificilmente entrariam numa cozinha doméstica, maior a chance de ser ultraprocessado.

A pesquisa também olhou a balança. Entre as mulheres, 72% disseram ter se pesado recentemente, contra 64% dos homens, e 26% deles afirmaram ter se pesado há mais de um ano, contra 21% delas. Não lembravam ou nunca se pesaram 10% dos homens e 7% das mulheres.

Conferir a lista de ingredientes é o jeito mais rápido de separar o in natura do ultraprocessado no mercado.

Fonte: VEJA Saúde

O nível da xícara

Como os homens descreveram o prato na pesquisa da Socesp (% dos entrevistados).

In natura
  
39%
Equilíbrio
  
34%
Industrializados
  
27%
 
 
05  Treino↑ índice

O treino esquecido que soma resistência sem endurecer toda corrida

A maioria dos planos de maratona prioriza duas ou três sessões de qualidade por semana: intervalado, tempo run e longo de fim de semana. Entre a rodagem fácil e o longão existe um espaço de desenvolvimento aeróbico que muitos corredores deixam de aproveitar.

Matt Fitzgerald, cofundador da 80/20 Endurance, define o rodão médio como uma corrida mais longa que a rodagem fácil e mais curta que o longão. Quem faz de 5 a 6 milhas nos dias fáceis e chega a 14 ou 15 milhas no longo pode fazer de 8 a 11 milhas. Se o maior treino é de 10 milhas, o rodão médio fica ainda mais curto.

Não existe prescrição universal de distância. O que conta é o papel dele na semana, diz o treinador Nick Farr: mais uma oportunidade de trabalho aeróbico entre a rodagem fácil e a sessão mais longa. No começo, Fitzgerald recomenda mantê-lo fácil, porque o termo descreve duração e propósito, não ritmo.

O argumento central é que subir a quilometragem semanal rende mais do que fixar-se na distância de um único longão. Segundo Fitzgerald, para maratonistas e ultramaratonistas a média semanal de quilometragem prevê melhor o resultado na prova do que o tamanho do maior treino. Um longão muito maior que o resto da semana cobra recuperação alta: quem corre quatro vezes 5 milhas e depois 15 a 20 milhas no domingo pode precisar de boa parte da semana seguinte para se recuperar.

Dá para somar quilometragem sem transformar toda corrida em treino duro.

Fonte: Runner's World

 
 

No radar · a agenda de hoje

29/10 · A Adidas repõe o estoque do Adizero Adios Pro Evo 3, modelo que raramente está à venda.

01/11 · Maratona de Nova York, a última major do calendário de 2026.

Pra viagem

Troque uma rodagem fácil desta semana por um rodão médio em ritmo confortável: se o seu longo chega a 14 ou 15 milhas, faça de 8 a 11 milhas.

Entre o melhor equipamento e o gole de água no meio do caminho, o que sustenta o desempenho costuma ser o detalhe que ninguém fotografa.

 
 
★ RARO

🔒

EDIÇÃO SELADA

Quem leu até aqui tem mais um achado desta edição atrás do lacre.

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FitShot Quiz

Das 24 vagas de pódio das World Marathon Majors disponíveis desde abril, quantas o Adidas Adizero Adios Pro Evo 3 ocupou?

A7
B15
C24
D11

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