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07 NOV · Nº 094

Bom dia, cafeinado.

A lei que cria a OAB da Medicina foi sancionada ontem e muda o caminho até o CRM, enquanto corredores, o prato e o guarda-roupa também trazem o que usar hoje. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🩺Enamed vale para novos médicos01↓
🏃Rabdomiólise e o CK do corredor02↓
🥣Fibras e o LDL, com limite03↓
✈️44 libras a menos entre voos04↓
👕O henley volta ao outono05↓

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Why Overseas Producers Can't Undercut Atlas Salt, Even for Free

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01  A manchete↑ índice

Lula sanciona o Enamed: exame passa a valer para o registro de novos médicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (6) a lei que torna obrigatório o Exame Nacional de Avaliação Médica (Enamed), chamado de OAB da Medicina. Todo recém-formado em medicina precisará ser aprovado para conseguir o registro profissional (o CRM) e o título de médico. O texto já tinha sido aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

O exame será aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) em três etapas: ao final do quarto semestre, antes do ingresso no internato (no fim do oitavo semestre) e após a conclusão do décimo segundo semestre. A participação é obrigatória e integrada ao currículo dos estudantes. A etapa final tem o maior peso.

A exigência para obter o registro vale apenas para quem entrou nos cursos de medicina a partir de 19 de junho de 2026, data de publicação da medida provisória. Quem já era graduando antes continua sob as regras antigas, assim como os médicos que já tinham diploma reconhecido.

A prova é aplicada pelo Inep desde 2025 e já servia para avaliar a qualidade dos cursos e selecionar candidatos à residência. Agora também mede se o recém-formado atingiu o desempenho mínimo para atuar. Os números de 2025 pesaram: cerca de três em cada dez estudantes do último semestre ficaram abaixo da nota mínima aceitável, o equivalente a cerca de 13 mil futuros médicos, e 99 dos 304 cursos avaliados (32%) ficaram nas faixas 1 e 2.

O diploma deixa de bastar: para quem entrou na faculdade a partir de 19/06/2026, o CRM passa a depender de aprovação no Enamed.

Fonte: VEJA Saúde

Dois lados da xícara

▲ Ganha

O MEC, que passa a aplicar o exame em três etapas e a usá-lo para barrar o registro de quem não atinge o mínimo.

▼ Perde

Estudantes que entraram em medicina após 19/06/2026 e não atingirem o desempenho mínimo, que ficam sem CRM.

 
 
02  Corrida↑ índice

Rabdomiólise: o que todo corredor deve saber sobre o CK

Após a Maratona de Nova York, o New York Times informou que Rachel Apa, de 24 anos, ex-jogadora de hóquei sobre grama da Divisão I na Bucknell University, passou mal no percurso e morreu no hospital depois de seis horas de tentativas dos médicos. O pai disse ao jornal que a causa foi rabdomiólise, também chamada de rabdo.

A Runner's World conversou com médicos para explicar o quadro. A rabdo é relativamente rara, e morrer dela é ainda mais raro: são cerca de 26 mil casos por ano nos Estados Unidos, com mortalidade que começa em 10% e pode chegar a 50% nos casos graves.

Em essência, a rabdo é uma quebra de músculo que, sozinha, não ameaça a vida. Derek M. Fine, nefrologista do Johns Hopkins Medicine, diz que a maioria dos maratonistas teria elevação de creatina quinase (CK, marcador de quebra muscular) se fosse testada após a prova. O motivo é que, numa maratona, os músculos são tão exigidos que podem ficar sem energia, porque as mitocôndrias não conseguem produzir ATP suficiente.

Segundo o CDC, só vários testes de CK identificam a rabdo com precisão. O CK normal fica entre 20 e 200 U/L, e o diagnóstico vem quando atinge cinco vezes o limite superior. O perigo aparece nos casos graves: a mioglobina pode ficar presa no rim e causar lesão ou falência renal, e o excesso de potássio também cai na corrente sanguínea.

CK alto após a prova é comum; o risco está nos casos graves, que só exames repetidos de CK confirmam.

Fonte: Runner's World

O nível da xícara

A mortalidade da rabdomiólise começa em 10% e pode chegar a 50% nos casos graves.

Mínima
  
10%
Casos graves
  
50%

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Elon Musk. Jensen Huang. Washington. What’s the Connection?

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Elon is building it. Jensen sees it in Agriculture. Washington is backing it. And DIT AgTech is already putting it to work in livestock. 

Most investors haven’t connected the dots yet. 

At $1 a share, you still can.

 

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Nota do editor

Essa edição é gratuita, mas requer horas de pesquisa, escrita, design, revisão, agendamento e publicação. Cada apoio seu é um gesto simples para continuarmos esse projeto 100% gratuito.

 
 

Espresso

Diabetes A Semaclique, nova opção com semaglutida sintética para o tratamento do diabetes tipo 2, chegou às farmácias na sexta-feira (6). →

Adolescentes Alerta da OMS divulgado pelo Noticia Preta aponta que 86% dos adolescentes no mundo não praticam atividade física suficiente. →

Próstata No Novembro Azul, pesquisa citada pela Folha do Estado da Bahia associa atividade física a menor risco de câncer de próstata. →

 
 
03  Nutrição↑ índice

Fibras ajudam a baixar o LDL, mas não substituem o remédio

Aveia, psyllium, cevada, frutas e leguminosas são boas fontes de fibras, nutriente que anda em falta no prato do brasileiro. A recomendação média é de 25 gramas por dia para mulheres e 30 para homens, e estudos indicam que o consumo no país é menos da metade do mínimo.

A nutricionista Valéria Machado, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), explica o mecanismo. As fibras formam uma espécie de gel no intestino e se ligam aos sais biliares, dificultando a reabsorção do colesterol. Com a ligação das fibras aos sais biliares, mais sais biliares são eliminados nas fezes.

Na etapa seguinte, o fígado precisa produzir novos sais biliares e usa o colesterol da circulação para essa produção. O resultado final é a queda do colesterol ruim, o LDL, no sangue.

O limite também vem dos especialistas: fibra é alimento, não remédio, e não substitui medicamentos. O cardiologista Andrei Sposito, da Socesp, diz que elas ajudam dentro de um contexto global de alimentação saudável, mas sozinhas não curam doença. Feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha podem responder por uma fatia significativa das fibras do dia, e trocar cereais refinados e massas brancas por versões integrais também ajuda.

Fibra ajuda a baixar o LDL dentro de uma alimentação equilibrada, sem dispensar o tratamento prescrito.

Fonte: VEJA Saúde

Ouvido no balcão

Não adianta a pessoa achar que vai tratar o colesterol alto só comendo fibras. Não vai funcionar

Andrei Sposito, cardiologista da Socesp, à VEJA Saúde

 
 
04  Emagrecimento↑ índice

Com voos toda semana, criador perde 44 libras em 90 dias

John Nellis, pai e criador de conteúdo que viaja o mundo filmando futebol com nomes como Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, passou por uma transformação de 90 dias documentada pelo YouTuber Browney. O desafio incluía voar três ou quatro vezes por semana, com comida de aeroporto e buffet de hotel pelo caminho.

Ele começou pesando 265 libras e sem conseguir fazer uma única barra fixa sem ajuda. No dia 90, estava com 220 libras, abaixo desse peso pela primeira vez em anos. Nellis admitiu que, em dietas anteriores, nunca passou de cerca de 30 dias.

A estratégia foi flexível. Num aeroporto, ele desmontou hambúrgueres de frango para priorizar a proteína e evitar os extras calóricos, e o treinador Browney classificou a escolha como melhor, embora não ideal. Nellis continuou indo a aniversários, casamentos e eventos de trabalho, só que atento às calorias.

O progresso não foi linear. Houve platôs, incluindo uma semana inteira sem perda de peso, e lesões como crises de gota, dor no ombro e problemas lombares que interromperam os treinos. Mesmo assim, o desempenho na academia melhorou bastante ao longo dos 90 dias.

Constância com escolhas melhores, e não perfeição, sustentou a perda de peso mesmo com rotina de viagens.

Fonte: Men's Health

A dose exata

Nellis perdeu mais de 44 libras em 90 dias, indo de 265 para 220 libras entre voos e buffets.

 
 
05  Estilo↑ índice

O henley volta com força e vira aposta do outono masculino

A Men's Health aponta o henley, a camiseta com gola de botões, como uma das tendências mais inesperadas do outono. A peça aparece nas redes, em coleções masculinas da semana de moda e em astros de Hollywood como Michael B. Jordan.

Suas origens remontam à Inglaterra do século 19, quando era roupa de baixo e depois virou peça dos remadores de Henley-on-Thames, daí o nome. Por anos, foi a camiseta de domingo preguiçoso ou a peça usada sob a flanela.

O apelo está na combinação: a simplicidade da gola redonda, a plaqueta de botões do polo e um pouco de textura. Além do algodão clássico, há versões canelada, waffle e térmica. Na coleção Outono/Inverno 2026, a Paul Smith mostrou um henley branco com calça preta larga, e a Isabel Marant, um henley azul-claro com jaqueta de veludo cotelê azul-marinho.

O autor prefere usar a peça com jeans folgado ou calça relaxada, porque o contraste entre parte de cima justa e parte de baixo larga favorece a silhueta. O corte mais próximo valoriza peito, ombros e bíceps, principalmente com um ou dois botões abertos. O alerta é que existe uma linha tênue entre justo e apertado demais.

Uma peça básica de armário ganha status de tendência, e o ajuste ao corpo decide se funciona.

Fonte: Men's Health

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · A Semaclique já está nas farmácias desde sexta (6): confira o preço no balcão antes de qualquer decisão.

Hoje · Novembro Azul segue: vale ler a pesquisa que liga atividade física a menor risco de câncer de próstata.

Hoje · Se treina para uma prova longa, releia os critérios do CK (20 a 200 U/L como normal) antes do próximo treino pesado.

Pra viagem

Coloque feijão, lentilha, grão-de-bico ou ervilha no almoço de hoje para começar a aproximar o dia das 25 a 30 gramas de fibras recomendadas.

O fio do dia foi a medição: um exame para quem vai cuidar, um marcador de sangue para quem corre, a balança de quem voou toda semana. O que você mede na sua própria rotina?

 
 
 
FitShot Quiz

A partir de qual data de ingresso no curso de medicina vale a exigência do Enamed para obter o CRM?

A19 de junho de 2026
B1º de janeiro de 2025
C6 de novembro de 2026
D1º de janeiro de 2026

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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